Entre os dias 19 e 23 de outubro de 2026, o curso de Arquitetura e Urbanismo do UNIGOIÁS promoveu a SEMAU 2026 – Semana de Arquitetura e Urbanismo, com o tema “Acessibilidade: Arquitetura para Pessoas”. Realizado no Bentivi Shopping e aberto ao público, o evento aproximou estudantes, profissionais e comunidade em uma programação dedicada à reflexão e à prática da acessibilidade nos espaços construídos e nas cidades.
A proposta partiu da compreensão de que a acessibilidade vai além do cumprimento de parâmetros técnicos e normativos. Projetar espaços acessíveis significa considerar autonomia, segurança, conforto, participação social e as diferentes formas pelas quais as pessoas vivenciam os ambientes urbanos e arquitetônicos.
Acessibilidade como parte da formação em Arquitetura e Urbanismo
A SEMAU 2026 foi estruturada como uma atividade extensionista, fortalecendo a integração entre diferentes períodos do curso e aproximando os estudantes de situações práticas relacionadas à acessibilidade.
Ao longo da semana, foram desenvolvidas oficinas e experiências organizadas em cinco eixos temáticos: Acessibilidade Física e Mobilidade, Acessibilidade Sensorial, Acessibilidade Comunicacional, Acessibilidade no Cotidiano e Cidade e Acessibilidade.
As atividades permitiram abordar temas como circulação de pessoas com diferentes condições de mobilidade, orientação espacial, barreiras na comunicação, influência das decisões projetuais sobre a autonomia dos usuários e desafios encontrados nos espaços urbanos.
Além da sensibilização sobre inclusão, a programação buscou relacionar a experiência prática a conhecimentos importantes para a formação profissional, como os princípios do desenho universal e os parâmetros de acessibilidade estabelecidos pela NBR 9050.
Oficinas, palestras e experiências com a comunidade


Entre os dias 20 e 22 de outubro, estudantes desenvolveram oficinas voltadas à comunidade presente no Bentivi Shopping. A programação também contou com atividades dos cursos de Direito e Enfermagem, ampliando o caráter interdisciplinar da iniciativa.
Outro destaque da SEMAU 2026 foi a programação de palestras.
No dia 20 de outubro, Rogério Machado Borges apresentou o tema “Vivência Real: Histórias, Passeios e Perrengues”, trazendo experiências capazes de ampliar a compreensão sobre acessibilidade a partir da perspectiva de quem vivencia diariamente diferentes barreiras.
Em 21 de outubro, o arquiteto e urbanista Marcos Antônio de Castro Rocha, gerente de Análise de Edificações da Prefeitura de Goiânia e integrante do Corpo Técnico do Plano Diretor de Goiânia, abordou “Acessibilidade e mobilidade na escala da cidade”.
Já no dia 22 de outubro, Rhitielly Ramos conduziu a palestra “Saúde e Acessibilidade”, relacionando arquitetura, ambientes voltados à saúde e acessibilidade arquitetônica.
A programação foi encerrada em 23 de outubro com uma mostra de curtas produzidos pelos próprios estudantes, reforçando o protagonismo acadêmico e utilizando também o audiovisual como instrumento de reflexão e comunicação.
Arquitetura pensada para pessoas
Ao levar atividades acadêmicas para um espaço de convivência aberto ao público, a SEMAU 2026 reforçou a importância da extensão universitária na formação dos futuros profissionais.
A iniciativa colocou estudantes diante de uma questão essencial para a Arquitetura e o Urbanismo: projetar não significa apenas organizar espaços, mas compreender as diferentes pessoas que irão utilizá-los.
Com ações práticas, integração entre cursos, contato com profissionais e diálogo com a comunidade, o UNIGOIÁS fortalece uma formação que relaciona conhecimento técnico, responsabilidade social e compreensão das necessidades humanas.
A SEMAU 2026 mostrou, assim, que pensar em acessibilidade é pensar em uma arquitetura capaz de ampliar autonomia, participação e o direito de todos à cidade.
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